
[No couvert, a conserva de cebola é imperdível]
Fomos ao Chou dois dias depois que o simpático restaurante de Pinheiros abriu as portas (e o quintal) ao público, há três semanas. Mas a correria adiou esse post mais que o esperado – e o “furo de reportagem” que o Bicho queria dar acabou ficando para a próxima…
Então resolvemos voltar lá na semana passada para tirar o atraso com um post mais alentado. Resultado de duas visitas: não podemos deixar de recomendar a inusitada combinação de plantinhas da horta e outros quitutes orgânicos dos mezzes, porçõezinhas cheias de estilo que são o forte do lugar – além das mesinhas no quintal, que têm um pé na Provence, outro na casa da vovó… mas logo ali, na Mateus Grou.
Nas duas visitas, pusemos o cardápio abaixo…
Provamos a abóbora cabochan assada com gergelim negro e folhas de coentro (R$ 11). Só o fato de não ter medo de coentro no coração da paulicéia já contou pontos. E a abóbora estava de fato doce e cremosa, como prometia o cardápio – só faltou ser mais quentinha, veio em temperatura de salada.
Seguimos com os cogumelos na brasa com salsa de avelãs e parmesão (R$ 15), que se revelaram um dos highlights: parmesão de primeira e cogumas com pinta de churrasco. A salada quente de trigo e cogumelos shitake, com amêndoas e queijo de cabra seco (R$ 14), também é uma delícia. Passamos ainda pela pasta de berinjelas queimadas com tomatinhos cereja e manjericão (R$ 11) e saladinha de pepino e iogurte feito em casa, com hortelã (R$ 11, dispensável).

[ Mandiocas com orégano fresco: empataram com a receita da família ]
No primeiro dia, o Demian bem que tentou vetar a mandioca cozida e grelhada no carvão, sal grosso e orégano fresco (R$ 11), mas acabei ganhando, do garçom, o empurrãozinho que faltava: “é uma das nossas especialidades”, disse, fisgando a veia de repórter do japa. Resultado: mandioca desmanchando por dentro, com crostinha por fora. Empatou com a receita da finada Tataia, saudosa cozinheira da casa da minha vó, até então meu único benchmark de mandioca. Tanto que mereceu repeteco no segundo jantar.

[ Picanha de cordeiro congelada: para um restaurante de grelhados, o Chou é um ótimo vegetariano ]
Agora o problema: os pratos principais. No primeiro dia, pedimos para dividir a canela de cordeiro marinada com alecrim e pimenta do reino e assada no forno a lenha (R$ 36) acompanhando um bowl de batata de colher “assada e crocante” (R$ 8). Dava para passar sem: o ponto da batata estava irregular e a carne, meio seca. Duas semanas depois, esse prato já tinha sumido do cardápio, o que tomamos como um bom sinal. Mas a picanha de cordeiro (R$ 31) acabou de confirmar a má-impressão: tinha gosto de congelada e recongelada, uma tristeza. Bom estava o tempero do arroz sete cereais (R$ 9) que a acompanhou. Conclusão: para um restaurante de grelhados, o Chou é um ótimo – ótimo mesmo vegetariano/orgânico.
Para fechar, chazinho da horta. Na noite que sentamos no quintal, veio junto com uma manta de lã pra a gente se embrulhar, porque a temperatura começava a cair. Só faltou ter um quarto bem quentinho como na casa da vovó, porque a vontade era de não sair mais…
Terça-feira, 15 Julho, 2008 às 8:02 pm |
Vou testar na primeira oportunidade – e ficar só nas entradinhas. Sou praticamente viciada em coentro. Compro um maço e fico sentindo aquele perfume como se fosse perfume de flor… Bjs
Quinta-feira, 24 Julho, 2008 às 2:28 pm |
olá, meu nome é Gabriela, sou chefe e proprietária do Chou, fiquei contente que vocês gostaram dos Mezze e um pouco triste que vocês tenham tido uma má experiência com os grelhados! Gostaria que vocês voltassem algum dia para provar as costeletas de porco ou a anchova fresquíssima, o polvo crocante, porque tenho certeza que são tão bons quanto os mezze e irão redimir os principais! Procurem por mim da próxima vez!
um abraço Gabriela
Quinta-feira, 24 Julho, 2008 às 6:24 pm |
Obrigada, Gabriela! Experimentaremos as suas sugestões da próxima vez.
Abração, Anna e Demian